Recentemente na página de atualização deste site eu percebi que um texto que escrevi em 2002 até hoje gera polêmica. No direito de resposta desta democracia roquenrou, até hoje, não param de pipocar comentários dizendo que não sei o que estou falando, que sou um merda, louco, só falo bobagens e tal... isso para citar apenas os elogios.
A coluna de tanto transtorno psicológico é A história real do punk, sobre o livro “Mate-me, por favor”, onde cito consciente e ironicamente que o punk em suas origens fundamentais está morto. O que sobra são as atitudes.
Os ditos anarkopunks odiaram o meu texto (claro!). Com suas roupas rasgadas, jaquetas com arrebites, correntes e acessórios em geral que ditam o estilo punk (muito anarquista seguir uma regra né) essas pessoas se auto-proclamam a salvação do movimento... praticamente o “último dos moicanos”.
E se para ser punk o sujeito tem que ser anarquista. O punk morreu. Tem que usar roupas rasgadas e coturno. O punk Morreu. Tem que fazer um moicano.. ah.. deixa pra lá. Este atual “movimento punk” é totalmente contra os princípios criados pelos criadores do estilo. Quando queriam extravasar a cultura pop mundial e anarquizar a música. Não ditar regras de moda e de política! Não siga regra nenhuma.. isso sim é ser punk. Como eu disse, está muito mais ligado a atitude do que um estilo musical ou roupas.
E sim! Malcon Mclaren criou tudo isso! Esse discurso político e as roupas. Levando esse estilo musical para Inglaterra, para vender discos! Fazer sucesso e não morrer na sarjeta. As cópias atuais é que tem esse discurso hipócrita de fugir da mídia.
Se quer fazer um movimento... invente o próprio! Não se aproveite de manifestações culturais de décadas passadas.
Já disse vários punks das antigas: “Ninguém traiu o movimento.. o movimento é que traiu todo mundo!”
E só de pensar que Johnny Rotten cantou “eu sou um anarquista” simplesmente para rimar com a frase anterior... E veja onde fomos parar.
Só para citar: O nome “Punk” é uma gíria para “podre”, “imprestável” e até mesmo, em épocas passadas, “bicha”. O escritor Willian Shakspeare utilizava para qualificar prostitutas. O estilo musical de três notas ganhou o mesmo apelido através de dois garotos que lançaram uma revista para falar da cena underground nova iorquina dos anos 70, muito bem aproveitada por Malcon Mclaren.
8*4*2009